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Projetos de professores paraenses ganham destaque em imersão tecnológica na sede do Google em São Paulo

Educadores da rede estadual participaram de formação e apresentam ações que unem tecnologia, acessibilidade, saúde e aprendizagem

28/10/2026 13h32
Por: Redação Fonte: Secom Pará
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Professores do Pará participaram de uma imersão tecnológica na sede do Google for Education Brasil, em São Paulo

O uso da tecnologia para facilitar a comunicação de pessoas surdas, estudar doenças prevalentes no Pará e compreender fenômenos urbanos está entre as experiências desenvolvidas por professores da rede estadual de ensino que participaram de uma imersão tecnológica na sede do Google for Education Brasil, em São Paulo (SP).

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Os docentes Alan Rogery Silva Lima, Amadeu da Costa Cabral Junior e Daniele Nunes Fagundes foram selecionados a partir dos projetos apresentados na Feira Estadual de Ciências, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade do Pará (FECITIS), que reuniu mais de 500 trabalhos.

A formação ocorreu durante a programação do Mês do Professor, neste mês de outubro, com despesas de passagens e hospedagem custeadas pelo Google. A seleção foi articulada pela Diretoria de Inovação da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), em parceria com a empresa, considerando o uso pedagógico da inteligência artificial (IA) e dos Chromebooks nos projetos desenvolvidos nas escolas.

Para o diretor de Inovação da Seduc, Rafael Herdy, o reconhecimento também valoriza a participação das comunidades escolares na produção científica. “A inovação acontece quando boas ideias chegam à sala de aula. Quero parabenizar não apenas os professores selecionados, mas também suas escolas, DREs, gestores e, principalmente, os estudantes envolvidos nesses projetos, que fazem da nossa rede pública um espaço de ciência e sustentabilidade”, destacou.

Tecnologia para ampliar a acessibilidade

Em Belém, na Escola Estadual Paulo Fonteles de Lima, em Belém, o professor Alan Lima desenvolveu o projeto Mapa Inteligente de Ilhas de Calor, que utiliza recursos tecnológicos para abordar o fenômeno das ilhas de calor. A experiência foi um dos trabalhos que levaram o educador à formação na capital paulista, onde conheceu ferramentas digitais e recursos de inteligência artificial voltados à educação.

“Participar da imersão tecnológica na sede do Google, em São Paulo, foi uma experiência extremamente enriquecedora para minha trajetória como educador. Durante a formação, tivemos a oportunidade de conhecer e aprender a utilizar ferramentas do Google voltadas à educação, incluindo recursos de inteligência artificial que podem tornar nossas aulas mais dinâmicas, interativas e inovadoras”, disse o professor.

Para Alan Lima, representar a escola também ajudou a dar visibilidade ao trabalho feito pelos estudantes da rede pública. “Representar a Escola Estadual Paulo Fonteles de Lima, de Belém, com o projeto ‘Mapa Inteligente de Ilhas de Calor’, foi motivo de muito orgulho, pois demonstra o potencial dos nossos estudantes e a capacidade da escola pública de produzir ciência e inovação”, afirmou.

Alan Lima, Amadeu Cabral e Daniele Nunes: selecionados após a Feira Estadual de Ciências, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade do Pará, entre 500 trabalhos reunidos

A acessibilidade é o foco do projeto desenvolvido pelo professor Amadeu Junior. A iniciativa utiliza aprendizado de máquina (machine learning) e programação computacional para facilitar a comunicação entre pessoas surdas que utilizam a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e pessoas que não dominam essa língua.

O sistema capta os gestos realizados pela pessoa usuária de Libras por meio de uma câmera conectada ao computador e os traduz para o português escrito. O projeto busca reduzir barreiras de comunicação e contribuir para a inclusão de pessoas surdas em diferentes ambientes, incluindo o escolar.

A participação na imersão também despertou no professor o interesse em aprofundar os conhecimentos sobre as ferramentas apresentadas durante a formação.

“A imersão no Google em SP foi muito proveitosa, pois lá nos foi apresentada uma série de informações e ferramentas poderosas para se trabalhar na educação, como: Gemini, Gemini Notebook, Canvas, Power prompts etc. Venho de lá com a intenção de me aperfeiçoar nesses conhecimentos, pois eles serão de grande utilidade para mim e para os alunos”, afirmou Amadeu.

Recursos digitais no ensino de biologia

A professora Daniele Fagundes levou à FECITIS o projeto Medicina Virtual: explorando anatomia e doenças prevalentes no Pará com a plataforma 3D BioDigital Human nos Chromebooks. A proposta investiga como o uso de modelos tridimensionais pode contribuir para o ensino de Biologia e para a preparação dos estudantes para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Com a plataforma BioDigital Human nos Chromebooks escolares, o projeto permite explorar a anatomia humana e estudar doenças como Chagas, tuberculose e diabetes. A iniciativa também trabalha competências relacionadas à Educação Digital e Midiática, incluindo pensamento computacional, mundo digital e cultura digital.

A integração desses recursos ao ensino busca aproximar os conteúdos curriculares de questões relacionadas à saúde pública no Pará, além de estimular a interpretação de dados, a argumentação e o letramento científico. Entre os resultados esperados estão a melhoria do rendimento escolar e o maior envolvimento dos estudantes nas atividades.

A professora Daniele ressaltou a oportunidade de aprofundar conhecimentos. “Foi gratificante participar, na sede do Google for Education em São Paulo, da celebração do Mês dos Professores, com foco em imersão em tecnologias educacionais".

"Agradeço ao Google for Education pela oportunidade e pela iniciativa de valorizar o papel docente e fomentar a inovação na educação. A experiência foi enriquecedora, de intensa troca e aprendizado, e me permitiu potencializar conhecimentos sobre ferramentas que já utilizamos na rede estadual, como Google Gemini, Gemini Notebook e Google Sala de Aula, entre outros”, declarou.

Troca de conhecimentos e experiências

Durante a programação em São Paulo, os professores participaram de atividades voltadas ao uso de tecnologias na educação e tiveram contato com ferramentas de inteligência artificial e plataformas digitais que podem apoiar o planejamento das aulas e a elaboração de atividades pedagógicas.

A participação dos docentes também está relacionada ao engajamento da rede estadual no Gemini Summit, evento global dedicado à aplicação da inteligência artificial na educação, realizado no primeiro semestre deste ano. Conforme as informações da iniciativa, Pará, Tocantins e Rio Grande do Norte foram os três estados contemplados com o custeio da participação por mérito.

A experiência permitiu aos educadores conhecer novas ferramentas e trocar conhecimentos com profissionais de outras regiões do País.

Texto: Amanda Castro / Ascom Seduc

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